

O cérebro
avisa... mas
a mente não
para. Mais
uma lata. Mais um dia.
Até quando o corpo
aguenta?
Na mesa do quarto,
a luz da tela acesa
O tempo tá correndo e aumenta a incerteza
Provas, rotinas, cobranças do dia O jovem busca o foco na alta
energia. Abre mais uma lata,
o gás vai subir A cafeína chega pra mente não cair Bloqueia
a adenosina, engana o cansaço Mas cada gole curto é um passo
pro espaço. O sistema límbico pede um prazer Enquanto o córtex tenta
o corpo conter Dopamina oscila,
a ansiedade consome Um ciclo vicioso que não tem sobrenome.
E o relógio não para de girar...
O sono vai sumindo,
começa a pesar.
Até onde vale a pena tentar vencer,
Se o preço é a própria mente ceder?
No vermelho, o painel vai piscar!
O cérebro em colapso não pode parar!
A cafeína bloqueia o que avisa a dor,
Mas a máquina quebra sem o seu valor!
É o preço da pressa,
o corpo em alerta,
Uma rota escura, uma trágica oferta!
A adrenalina sobe, o cortisol dispara O coração acelera e a calma
reparte a cara Receptores bloqueados, a
noite virada O corpo pede trégua,
mas a mente tá travada.
Filtração no limite, o rim trabalhando em dobro Desidratação celular,
o preço do logro A serotonina cai,
o humor despenca O estresse vai gerando a ferida que não tranca.
Na busca de um 10,
de um foco perfeito O jovem destrói o próprio peito!
Efeito rebote consome o vigor Deixando só o vazio e o pavor.
No vermelho, o painel vai piscar!
O cérebro em colapso não pode parar!
A cafeína bloqueia o que avisa a dor,
Mas a máquina quebra sem o seu valor!
É o preço da pressa,
o corpo em alerta,
Uma rota escura, uma trágica oferta!
O gás acabou.
O corpo desligou.
Não adianta forçar o que o tempo cobra...
Quando a energia acaba,
o que é que sobra?