

O vento sopra frio nas colinas da cidade (uhmmm)
As luzes que se acendem são a nossa verdade
Escrevo nas calçadas o que não
te disse
E se o tempo parar,
deixa-te levar Neste fado moderno que nos vai guardar
Sem pressa nenhuma, no silêncio do cais
O que fomos ontem,
já não somos mais
Passo a passo, subo a encosta devagar
Sei que o Tejo espreita se eu olhar
Mas prefiro focar-me no teu rasto de fumo
Que me dita o norte,
me desenha o rumo
E se o tempo parar,
deixa-te levar
Neste fado moderno que nos vai guardar
Sem pressa nenhuma, no silêncio do cais
O que fomos ontem,
já não somos mais
Olha para nós, nesta margem tão clara Onde a noite se deita
e a vida se repara (ahhhh)
Se o tempo parar...
Deixa-te levar...
O que fomos ontem,
já não somos mais