

Nas ruas estreitas de Alfama
O fado transforma-se em pedra
Caminho sem rumo na lama
Enquanto esta tarde desregra
Olho o Tejo cinzento e calado E sinto a maré
a subir
É o mar que nos chama outra vez
Neste fado que foge do chão
Canta a alma do povo português
Na corrente da revolução (ahhh)
Janelas abertas ao vento
A calçada brilha com a chuva
Perdi a noção do tempo
Com esta saudade viúva
E o Tejo desagua no fim...
Neste fado sem
fim...