

Mm
Mm-hmm
Oh-oh
O Outubro chegou devagar
As serras ficaram douradas
O meu avô afia a vara
E chama-me pelo portão
Levamos sacos vazios
E o frio morde as mãos
Cada ouriço é um segredo
Que se abre devagar
É tempo de apanhar castanhas
O chão é o nosso tesouro
É tempo de apanhar castanhas
Com as mãos cheias de outono (outono)
Ei-oh ei-oh
Cheias de outono
Ei-oh ei-oh
Do chão ao cêsto
A minha avó acende o lume
E o cheiro enche a cozinha
Ela diz que a terra é mãe
E nós somos filhos dela
As brasas estalam baixinho
A noite chega cêdo agora
Bebemos vinho devagar
E rimos sem motivo
É tempo de apanhar castanhas
O chão é o
nosso tesouro
É tempo de apanhar castanhas
Com as mãos cheias de outono (outono)
Ei-oh ei-oh
Cheias de outono
Ei-oh ei-oh
Do chão ao cêsto
Um dia serei eu o velho
Que chama os netos à porta
Que ensina onde nasce o fruto
Que guarda a serra
no nome
É tempo de apanhar castanhas
O chão é o nosso tesouro
É tempo de apanhar castanhas
Com as mãos cheias de outono (outono)
Ei-oh ei-oh
Cheias de outono
Ei-oh ei-oh
Do chão ao cesto
É tempo de apanhar castanhas
O chão é o nosso tesouro
É tempo de apanhar castanhas
Com as mãos cheias de outono (outono)