

Passos firmes na calçada fria
O vento sopra do Douro ao cair do dia
Olho para trás e a colina já não é minha
Mas a corrente empurra para outra margem
Sem tempo
para desviar a viagem
(vou seguir)
E se o amanhã for um cais perdido
Que se apague o que foi prometido
No mar largo que nos chama à razão
Encontramos a nossa salvação
Fumo cinzento rasga o céu de outono
A cidade adormece
sem dono (silêncio)
O cais ficou para trás (para
trás) Aqui a terra desfaz