

(Olha para o relógio,
aflito) Eh pá...
ó homem! Despacha-te com isso que a massa vai torrar se não
chegares às sete horas!
Larga o bicho!
Larga o bicho
que ele está possuído!
A patroa foi à horta ver se a couve crescia,
Mas apanhou um susto com o que lá via!
Atrás do galinheiro, numa grande barafunda,
Estava o bode aos saltos a dar-lhe na anca profunda!
O patrão de gatas,
a gritar "ó meu Jesus",
E o bode Beato Salu a dar-lhe com toda a luz!
Mas quem será?
Mas quem será?
Que anda a pular a cerca e a comer o rebanho?
Mas quem será?
Mas quem será?
O pai da criança?
O bode é um bicho estranho!
Mas quem será?
Mas quem será?
A sopeira grita que ele fode como um xaréu!
Mas quem será?
Mas quem será?
O Beato Salu limpou a vila e o quartel!
O relógio bate as seis,
a coisa está a aquecer,
O patrão todo roto já nem se consegue erguer!
A Maria na cozinha aos gritos com a panela: "Ó homem,
anda logo, fecha a porta da cadela!" O tempo está a passar,
o Salu não quer saber,
Às sete em ponto a massa vai toda arder!
Mas quem será?
Mas quem será?
Que anda a pular a cerca e a comer o rebanho?
Mas quem será?
Mas quem será?
O pai da criança?
O bode é um bicho estranho!
Mas quem será?
Mas quem será?
A sopeira grita que ele fode como um xaréu!
Mas quem será?
Mas quem será?
O Beato Salu limpou a vila e o quartel!
Corre, homem, que já são sete!
A massa torrou e o bode ainda te morde! (hahaha)