

(scratch) Yeah...
Histórias da rua.
O asfalto está frio e o destino não perdoa.
Escuta.
A noite cai na cidade e eu sigo na berma,
Numa corrida invisível que parece eterna.
Caminho no escuro, sem rumo,
fustigado pela tormenta, Segurando uma besta,
com a mente que não aguenta.
Como um rato desajeitado,
pela estrada a caminhar,
À procura de um abrigo para o corpo descansar.
Eu precisava de um carinho que a vida nunca me deu,
Neste deserto de betão onde o respeito morreu.
E para aquecer o peito,
no meio do desalento,
E bebia com jeitinho um vinagre que me ofereciam ao relento.
Era tão bom que até estalava,
o travo queimava,
Mas pobre seria eu acho,
enquanto a mente voava.
A bebedeira que seria tramada,
o corpo no chão,
É o efeito do vinagre a bater no coração.
Mais uma noite escura,
mais um copo na mão,
Escondido do mundo, na mais pura solidão.
O efeito subiu à cabeça,
o mundo começou a girar,
Peguei no telefone, com medo do que ia encontrar.
Liguei à patroa a lhe contar a minha triste situação,
Disse que abananado estarei a chegar ao nosso portão.
Mas o aviso foi claro,
ela não quis saber da fumaça,
Mas ela a segurar a vassoura vai trabalhar com toda a raça!
Se eu passo daquela porta,
a coisa vai ficar preta,
Vou levar uma coça que me vira a caderneta.
Era tão bom que até estalava,
o travo queimava, Mas pobre seria eu acho,
enquanto a mente voava.
A bebedeira que seria tramada,
o corpo no chão,
É o efeito do vinagre a bater no coração.
Mais uma noite escura,
mais um copo na mão,
Escondido do mundo, na mais pura solidão.
Que remédio foi o meu...
sem teto, sem céu.
Parecia um ateu... o orgulho morreu.
Fiquei trancado cá fora,
sem direito à viagem,
Até na garagem... a congelar na paragem.
Só eu e o frio...
e o bafo que resta.
O vinagre acabou... e acabou-se a festa. (chattering-teeth)