

(E bota calor que o telefone do Beato Salo voltou a tocar!
É a filha ao ataque!
Siga!)
O relógio já bateu as sete e o velho não aparece,
A minha mãe em casa grita e quase enlouquece!
Agarro no telefone, ligo cheia de stress: "Tou pai,
não vens? Já passámos as dez!" O relógio não para e tu
andas no vício, Tira o cu da taberna,
não me dês esse enguiço!
"Não filha, 10 minutos estou aí",
tem paciência, Estou aqui no balcão a tratar da gerência!
Vou a correr pela rua,
não me fasses chorar,
Mas a minha filhinha continuou a gritar: "Oh pai,
mas a massa está a turrar!!" E o velho Salo respondeu sem
vacilar: "Oh filha, se queimar chama os bombeiros da vila,
Que eu aqui na taberna estou seguro na fila!
Mais vale a massa turrar do que a carteira a arder!
Com o preço do tabaco eu tenho de me valer!"
Ai, ele é o Beato Salo,
o ganda maluco da aldeia,
Chama os bombeiros pró tacho e bebe até à ceia!
Ai, ele é o Beato Salo,
o ganda maluco da aldeia,
Chama os bombeiros pró tacho e bebe até à ceia!
A mãe ouviu a conversa e tirou-me o aparelho,
Mandou um grito tão grande que até tremeu o espelho!
"Ó António Silva, ganda monte de esterco,
Se não vens agora ficas trancado no cerco!
Se não vieres para casa a correr,
ó sacristão, Vais dormir na garagem na companhia do cão!
O Bobby morde-te as pernas e ficas ao relento,
Para aprenderes a ouvir o meu escarmento!"
Ai, ele é o Beato Salo,
o ganda maluco da aldeia,
Vai dormir com o Bobby e fuma até à ceia!
Ai, ele é o Beato Salo,
o ganda maluco da aldeia,
Vai dormir com o Bobby e fuma
até à ceia!
Dez minutos... e o velho não sai do balcão!
A massa a turrar...
e a queimar o panelão!
Chama os bombeiros... que a casa vai arder!
E na garagem com o cão...
o Salo vai foder!
(Urrra, Canário!)