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  • Beato Salo na Rambóia

    Beato Salo na Rambóia

    Diogo Sousa

    (E bota calor nesse fole,

    que o Beato Salo está a chegar!

    Siga, rapaziada!)

    Eu saio da oficina e a garganta já chora,

    Olho para o relógio e está quase na hora!

    Vou direito ao balcão,

    não dou passo em falso,

    Chego ali ao café e bebo dois shots de bagaço!

    O tabaco está caro,

    a carteira está de rastos,

    Mas eu cá me safo nestes meus meandros: Vou ao homem do

    quiosque, que me faz um favor,

    Compro quatro cigarros e fumo logo todos de uma vez,

    sim senhor!

    Porque eu sou o beato salo,

    o rei da rambóia,

    Nenhum tostão no bolso me tira a janoia!

    Vou pela berma da estrada,

    não falha a missão,

    Olho para a berma e apanho beatas do chão!

    E para a patroa não ralhar com o meu parecer,

    Escondo-me num canto e bebo cerveja sem ninguém ver!

    O sol já vai baixo,

    a noite quer começar,

    O telefone toca, a patroa a ligar!

    Eu grito-lhe logo para a acalmar: Ó mulher,

    põe a massa a fazer que chego às sete horas a casa,

    podes confiar! Vou a correr pela vila,

    com o fumo no pulmão,

    Apanhei o jantar e o resto do chão!

    Porque eu sou o beato salo,

    o rei da rambóia,

    Nenhum tostão no bolso me tira a janoia!

    Vou pela berma da estrada,

    não falha a missão,

    Olho para a berma e apanho beatas do chão!

    E para a patroa não ralhar com o meu parecer,

    Escondo-me num canto e bebo cerveja sem ninguém ver!

    Bebo dois shots... e fico rijo como o aço!

    Compro quatro cigarros... e fumo-os num trago!

    Ó mulher, põe a massa a fazer que o Beato Salo vai

    jantar! São sete horas,

    tou quase a entrar! (hahaha)

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