

(E bota calor nesse fole,
que o Beato Salo está a chegar!
Siga, rapaziada!)
Eu saio da oficina e a garganta já chora,
Olho para o relógio e está quase na hora!
Vou direito ao balcão,
não dou passo em falso,
Chego ali ao café e bebo dois shots de bagaço!
O tabaco está caro,
a carteira está de rastos,
Mas eu cá me safo
nestes meus meandros: Vou ao homem do quiosque,
que me faz um favor,
Compro quatro cigarros e fumo logo todos de uma vez,
sim senhor!
Porque eu sou o beato salo,
o rei da rambóia,
Nenhum tostão no bolso me tira a janoia!
Vou pela berma da estrada,
não falha a missão,
Olho para a berma e apanho beatas do chão!
E para a patroa não ralhar
com o meu parecer,
Escondo-me num canto e bebo cerveja sem ninguém ver!
O sol já vai baixo,
a noite quer começar,
O telefone toca, a patroa a ligar!
Eu grito-lhe logo para a acalmar: Ó mulher,
põe a massa a fazer que chego às sete horas a casa,
podes confiar! Vou a correr pela vila,
com o fumo no pulmão,
Apanhei o jantar e o resto do chão!
Porque eu sou o beato salo,
o rei da rambóia,
Nenhum tostão no bolso me tira a janoia!
Vou pela berma da estrada,
não falha a missão,
Olho para a berma e apanho beatas do chão!
E para a patroa não ralhar com o meu parecer,
Escondo-me num canto e bebo cerveja sem ninguém ver!
Bebo dois shots... e fico rijo como o aço!
Compro quatro cigarros... e fumo-os num trago!
Ó mulher, põe a massa a fazer que o Beato Salo vai
jantar! São sete horas,
tou quase a entrar! (hahaha)