

(E bota calor nesse fole,
compadre! Siga!)
Eu ando pelas ruas sempre com muita atenção,
Não me escapa uma marca que esteja caída no chão!
Toda a gente me conhece,
sou o rei da Parada,
Apanho beatas do chão da estrada!
Gosto do meu tabaco de borla e bem aproveitado,
Não pago imposto a ninguém,
sou um homem safado!
Ai, beato salu, olha a vida a correr,
Diz o povo na vila que eu nasci para sofrer!
Ai, beato salu, no meio da multidão,
Eu apanho beatas do chão da estrada com a minha mão!
E se a coisa aperta e a noite fica dura,
Meto vaselina no cu e sigo à aventura!
A patroa lá em casa passa a vida a refilar,
Diz que eu ando na berma e só quero vadiar.
Mas eu levo o meu truque e ninguém me deita abaixo,
Apanho a pancada toda e nunca me rebaixo!
Para as dores da vida não me virem chatear,
Vou bem preparado para o baile começar!
Ai, beato salu, olha a vida a correr,
Diz o povo na vila que eu nasci para sofrer!
Ai, beato salu, no meio da multidão,
Eu apanho beatas do chão da estrada com a minha mão!
E se a coisa aperta e a noite fica dura,
Meto vaselina no cu e sigo à aventura!