

(Yeah...) Linhas da vida escritas no escuro.
Ninguém vê, ninguém sabe. (Escuta...)
O dia cai e eu visto a minha armadura,
Caminho sozinho onde a noite é mais escura.
Olho para o chão,
o meu foco está lá em baixo,
Entre passos perdidos, no entulho é que eu me acho.
Mais uma beata caída no cimento,
Apanho-a do chão para queimar o sofrimento.
Risco o fósforo, sinto o fumo a entrar,
É o pequeno alívio para a mente não parar.
Mas o peso no peito não se cura com o fumo,
Vou à procura do copo para perder o rumo.
Bebo muito vinho, mas é às escondidas,
A curar em segredo estas velhas feridas.
Apanho beatas do chão da cidade,
À procura de um resto de dignidade.
Ninguém vê o meu copo,
ninguém vê o meu chão,
Sou eu e a minha sombra na escuridão.
(na escuridão...)
Guardo a garrafa onde ninguém a consegue encontrar,
Bebo um trago rápido para o peito acalmar.
Às escondidas do mundo,
aos olhos de ninguém,
Para não verem o vazio que esta alma tem.
Dizem que o vício é uma escolha ou fraqueza,
Mas é só um refúgio quando falta a certeza.
Entre o fumo do chão e o travo do vinho,
Vou desenhando sozinho o meu caminho.
Sei que o fundo do poço está cada vez mais perto,
Mas na berma da estrada este é o meu deserto.
Bebo muito vinho, mas é às escondidas,
A curar em segredo estas velhas feridas.
Apanho beatas do chão da cidade,
À procura de um resto de dignidade.
Ninguém vê o meu copo,
ninguém vê o meu chão,
Sou eu e a minha sombra na escuridão.
Às escondidas...
longe do olhar.
Mais uma beata para o tempo passar.
O copo está vazio,
a noite está fria...
Mas amanhã... amanhã é outro dia.