• Home
  • Explore
Create
  • Sounds
  • Tools
No track playing
Start playback to see track details here.
  • Cinzas da Calçada

    Cinzas da Calçada

    Diogo Sousa

    (ahhhh) Caminho pelas ruas onde ninguém me vê,

    Toda a gente corre,

    ninguém quer saber o porquê.

    Maços vazios atirados para o passeio,

    Eu sigo de cabeça baixa,

    no meu próprio meio.

    Aquela ali ainda dá duas passas,

    Sobras de quem tem pressa e passa pelas praças.

    Dizem que é vício,

    dizem que é desespero,

    Mas na falta de tabaco,

    o chão é o meu celeiro.

    Sento-me no banco, o filtro já queima os dedos,

    Fumo o silêncio e os meus próprios medos.

    Olho para baixo, a cidade está cinzenta,

    Apanho beatas do chão,

    a pressa alimenta. Risco o isqueiro,

    o fumo sobe ao ar,

    É

    o que me resta para o dia passar.

    Cinzas da calçada, fumo no pulmão,

    O que o mundo deita fora,

    eu seguro na mão.

    Cada beata apanhada tem uma história gravada,

    Uma marca de batom,

    uma conversa inacabada. Um homem de fato que a deitou fora com

    pressa, Um miúdo na paragem a quebrar uma promessa.

    Eu junto os pedaços,

    refaço o tabaco, O orgulho já lá vai,

    o bolso está fraco.

    Mas quando a brasa acende e o fumo me abraça,

    Esqueço a rotina e tudo o que me desgasta.

    É a sobrevivência da rua,

    o fumo que resta,

    Enquanto o mundo gira e finge que faz festa.

    Olho para baixo,

    a cidade está cinzenta,

    Apanho beatas do chão,

    a pressa alimenta. Risco o isqueiro,

    o fumo sobe ao ar,

    É

    o que me resta para o dia passar.

    Cinzas da calçada, fumo no pulmão,

    O que o mundo deita fora,

    eu seguro na mão. (uuhhh)

    (fumo no pulmão...)

    Top Songs from ElevenLabs

    Remixes