

O asfalto ardia em silêncio
Sob o céu de poeira e sal
Mas o vento traz o teu anúncio (ahhh)
As calçadas se curvam de joelhos
O leito seco começa a tremer
O cinza da praça reflete o teu raio
O império da seca vai desmoronar (shhh)
Escute o trovão que batiza a terra (ouça) Os rios despertam do
sono profundo
Ele está de volta!
(ele
voltou!)
Coroa de relâmpago, manto de temporal
O Rei das Chuvas reclama o seu altar
Abaixo o deserto, ergue-se o manancial
A água é o sangue
deste novo lar!
As ruas lavadas cantam sua glória
(glória) O barro celebra o fim da memória
Do tempo sem vida
Do tempo sem cor
Reina! Reina!
O Rei das Chuvas!