

Chega junto, sente o chão tremer
Sem freio, sem pose,
deixa acontecer
Na esquina o grave bate,
meu tênis risca o cimento Falo ligeiro no corte,
cada sílaba no tempo Olho firme,
peito aberto, ninguém segura o movimento Se a noite pede coragem,
eu devolvo cento e cem Vem na pressão,
vem no pique, sem pedir licença Minha voz corta a faixa,
minha banca faz presença
Prende o ar, deixa bater
Quando virar, vai ferver
Todo mundo no lugar
Agora é chão pra tremer
Bate grave, vai, vai Desce firme,
não cai Corre o
verso, vai, vai
No tambor ninguém sai
Bate
grave, vai, vai Desce firme,
não cai
Subo no beat sem pausa,
língua afiada na pista Quem mede minha passada perde a curva de
vista Grave vem de baixo,
pesado, rasgando a avenida Eu não corro da pressão,
eu transformo em batida Rima no dente,
mente quente, foco na mira Quando o tambor me chama,
minha resposta vira briga Pega essa volta,
segura essa linha Funk na veia,
velocidade minha
Quem tá firme responde
Eu chego forte, sem nome
Se o grave some um segundo
Volta maior e consome
Bate grave, vai, vai Desce firme,
não cai Corre o verso,
vai, vai No tambor ninguém
sai Bate grave, vai,
vai Desce
firme, não cai
(vai, vai)
Eu dobro a marcha,
trava nada, sigo reto
Cada barra pesa mais que concreto
Se tenta copiar, chega atrasado Meu grave vem bruto,
calibrado
Respira pouco, mira certo No fim do compasso eu deixo tudo aberto
Bate
grave, vai, vai Funk pesado,
até o fim