

A poeira da estrada de terra
Desta vez não vai me ver partir
Deixei a cidade na serra
É pro meu velho chão que eu nasci
Tantos anos na linha do asfalto
Procurando um destino melhor
Cantei meus versos bem alto
Mas longe do meu chão eu sou só
O sotaque da roça ficou
A menina que dali correu
É a alma que a vida moldou
Olha o trem que balança o vagão
Sacudindo o velho galpão!
A cidade chamou meu sinal
Tô de volta pro meu cafezal
Bate o pé, tira o pó do chapéu
Que a filha da terra voltou!
Cada palmo desse eito sagrado
Guarda o som que primeiro ecoou
O povo daqui tinha saudade
E o destino o meu rumo traçou
Olha o trem que balança o vagão
Sacudindo o velho galpão!
A cidade chamou meu sinal
Tô de volta pro meu cafezal
Bate o pé, tira o pó do chapéu
Que a filha da terra voltou!
Tô de volta pro meu chão...
A poeira assentou.